Sublimes traços de luz no quarto escuro.
Fulgurantes resquícios de vida e de futuro.
Aglomeram-se e misturam-se, criam pequenas vias,
mas, são ilusões! Se aventurar por elas tu não devias.
É nelas que roubam o valioso gosto pela solidão
e, em meio a tal desolação, a aflição do ser acórdão.
Desfragmentam a vontade, e convertem-na em adoração.
Então, o que resta no teu mundo? Apenas uma volição!
Em uma única estrada tu caminharás e caminharás.
Procurarás, procurarás e não acharás nada. Em seguida, morrerás.
Depois, clamarás “Quero um paraíso!”, mas, alerto desde já, não o encontrarás.
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